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22/08/2007
Apresentação realizada na Feira do Empreendedor 2005 Sebrae (AL)
Aqui você tem o arquivo utilizado por mim na palestra realizada em Maceió, no último dia 17. Pode também colocar seus comentários. Clique aqui para baixar: Apresentacao Neves_Feira Empreendedor 2007 Sebrae AL.ppt

Você pode ver diretamente na tela do seu browser sem ter que baixar o arquivo. É só clicar aqui

Escrito por Ricardo Neves

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07/08/2007
Agora em edição digital!

Lançado em 2004, Copo Pela Metade foi meu primeiro livro. O mesmo pinta uma visão abrangente do mercado brasileiro, seus horizontes e transformações que afetarão a vida das pessoas e das empresas. Apesar de ser um livro mais voltado para o público corporativo, eu acabei conseguindo um bom espaço na mídia por causa dele e acabaram sendo esgotadas duas edições. Está sendo relançado agora em edição digital e pode ser comprado e baixado diretamente da internet.

O formato digital de um livro com gráficos, tabelas e figuras é particularmente conveniente para escolas e alunos de graduações e pós-graduações em administração, comunicação, marketing, economia, MBA, universidades corporativas, atividades in-company nas empresas, etc. Além do custo muito mais em conta, oferece toda portabilidade e operacionalidade típicas de arquivo digital.

Para ver mais detalhes, clipping de imprensa sobre o mesmo e para pegar o link de compra, basta clicar aqui.

Escrito por Ricardo Neves

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09/07/2007
Não é a economia, estúpido!
Ricardo Neves para o jornal Valor Econômico, em 1o. de junho


Eu me confesso farto dessa discussão que se faz em torno da questão do PAC. Uma conversa fiada. Uma celeuma pobre que impede que se entenda que a verdadeira questão estratégica diz respeito à qualidade do desenvolvimento que se deve buscar.

A fina flor do pensamento econômico que faz planejamento em nosso país continua narcotizada achando que desenvolvimento se faz com a modernização dos setores primário (agribusiness, minério e petróleo) e secundário (produtos industrializados) e criando ambiente de negócios mais favorável para o setor serviços (terciário).

Poucos conseguem ver que modernização da economia no século XXI é o crescimento dos setores Quaternário (tecnologia de informação e atividades de alto valor agregado em termos de conhecimento intelectual) e Quinário (que inclui o mais alto nível de inovação, conhecimento e criatividade, incluindo aí software, internet web 2.0, modas, design, universidades, serviços de saúde high-tech, mídia, robótica, biotecnologia, engenharia genética, nanotecnologia, entretenimento, fármacos de primeira linha, etc.).

A Unesco, órgão das Nações Unidas para Educação e Cultura, confirma em relatório recente que, nesta nova concepção de desenvolvimento, a guerra pelos talentos é um dos mais importantes desafios. Mais que macroprojetos e guerra fiscal para atrair fábricas, siderúrgicas, refinarias e outras indústrias típicas do século XX. Gente criativa e cultura empreendedora é que faz acontecer.

Por esse relatório ficamos sabendo que hoje existem quase 10 milhões de pessoas altamente qualificadas trabalhando em pesquisa e desenvolvimento tecnológico no planeta. Nos Estados Unidos, está 1,4 milhão. Aproximadamente 3 milhões atuam na União Européia. Destes, 664 mil estão na Alemanha, 415 mil na França e 200 mil na Inglaterra. Na Ásia, existem 4,5 milhões desses trabalhadores qualificados. O Japão tem 1,1 milhão deles. A China, outro 1,1 milhão. A celebrada Índia tem 400 mil. Já o Brasil, em comparação, tem apenas 130 mil.

O relatório da Unesco mostra ainda a evolução desse número nos últimos dez anos para vários dos países analisados. A dinâmica é contundente: os EUA e a China são os maiores formadores e atratores de talentos. A China assusta: sua lista cresceu em 300 mil pessoas em oito anos. Os países do antigo Leste Europeu estão perdendo cérebros. Eles preferem viver nos EUA ou em outros países da União Européia. Em termos porcentuais, a grande campeã em formar e atrair talentos é a Espanha. Praticamente duplicou seu número em sete anos. Portugal também está fazendo bonito. No mesmo período, elevou em 50% sua força de trabalho inovadora.

No Brasil precisamos pelo menos duplicar rapidamente o número de talentos em pesquisa e desenvolvimento e inverter a tendência que nos faz perder quase 16 mil talentos por ano para o exterior. Mais que isso: precisamos fomentar uma cultura baseada na inovação e no empreendedorismo. E apostar menos no modelo de macroprojetos agroextrativista-industriais. Precisamos de menos BNDES e mais capital de risco.

Precisamos de visões agressivas e criativas que sejam inspiradoras de ruptura. Chega dessa coisa de incrementalismos tipo PAC, plocs e outras onomatopéias. Uma borboleta não é uma lagarta que acelerou seu crescimento. O país não precisa se desenvolver por igual para que finalmente sejamos capazes dar um salto de qualidade. Precisamos sim de um novo norte estratégico, sobretudo considerando que já existe um segmento importante da população do Brasil de pelo menos dois milhões de pessoas – os criativos inovadores –que nos possibilita, como nação e sociedade, tomar um caminho diverso do tradicional mais-do-mesmo . Precisamos colocar uma estaca no coração desse zumbi, aquela visão recorrente Brasil-grande-dos-anos-70 que entende BNDES e desenvolvimento industrial como a grande alavanca para o crescimento sustentável.

Precisamos nos libertar da condenação de produtor de commodities: ontem pau-brasil, açúcar, borracha, e café; hoje petróleo e soja. Despejemos no ralo a taça da maldição dos recursos naturais que condena os povos a indolência e indigência em termos de atitude.

Devemos ser sonhadores do tempo presente e não do passado. Devemos tomar como exemplos como os caminhos de renascimento da Irlanda, da Catalunha; da construção criativa que Israel como sociedade representa. Israel mostra que não é pelo número de cientistas e pesquisadores que você correlaciona desenvolvimento econômico e tecnológico. Você sabia que, das 328 empresas não sediadas nos EUA com ações negociadas na Nasdaq, 77 são empresas israelenses?

Não é a economia, estúpido. É a visão estratégica.



Escrito por Ricardo Neves

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14/05/2007
Nasdaq versus a maldição dos recursos naturais... a discussão continua!

Era uma vez um tempo em que a economia era constituída de setores primário (agro-pastoril e extrativismo) e secundário (atividades industriais). Ao longo do século XX foi ficando claro que a geração de riqueza de uma nação estava mesmo em criar oportunidades por meio de um forte e pujante setor chamado terciário (serviços). Foi assim que a humanidade globalizada passou do estágio de Sociedade Industrial para Sociedade Pós-industrial.

Ao final do século XX começaram a se tornar evidentes os sinais de que uma nova fronteira estava sendo visualizada como oportunidade mais promissora. Graças ao avanço e disseminação da Tecnologia da Informação, proveniente do casamento da informática com telecomunicações. Peter Drucker foi, há cinquenta anos atrás, o visionário que deu um nome para essa nova configuração da humanidade: Sociedade do Conhecimento.

Robótica, hardware, software, nanotecnologia, biotecnologia, consultoria de alto nível, escolas de negócio world-class, design, moda, fármacos de primeira linha, entretenimento, software, mídia, etc. Já se fala que a riqueza será criada nas décadas à frente pelos países e indivíduos dedicados aos novos setores: quartenário e quinário. Já se sabe que o petróleo não vai acabar. Vai ser substituído. E os países que apostarem suas fichas no petróleo vão se tornar decadentes. A saída está em qualificar o capital humano de um país para conseguir ser o campeão em inovação, criatividade e competitividade. Mas não basta oferecer educação fundamental e superior de alto nível e formar indivíduos meros procuradores de empregos e doutores. O que falta como pulo do gato?

Você leu meu artigo da semana na Época intitulado Não perca tempo com faculdade ? Ali você vai saber que Israel, um país sem recursos naturais, é o campeão em empresas com papéis na Nasdaq. Depois dos EUA, Israel vem em segundo lugar com 77 empresas entre as 328 não-sediadas nos EUA.

Por quê?


Ao longo desta semana, o Ministro João Paulo dos Reis Velloso estará realizando mais uma edição anual de seu conceituado fórum de discussões sobre desenvolvimento para o país. O tema desta XIXa. Reunião Anual do Instituto Nacional dos Altos Estudos (INAE) é Chegou a vez do Brasil? Oportunidade para a geração de brasileiros que nunca viu o País crescer (PAC e "Projeto") A programação completa você encontra seguindo o link. Será que nesta edição do fórum os participantes vão seguir novas direções mais arejadas, inovadoras e estimulantes? Ou será o tradicional "mais-do-mesmo" que ainda aposta na visão "Brasil Grande dos anos 70" sintetizada na fórmula que, noves-fora-zero, é = BNDES+desenvolvimento industrial?

Escrito por Ricardo Neves

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24/04/2007
Ter petróleo é uma maldição?

Convite para evento aberto no Rio de Janeiro no dia 25 de abril, no Clube de Engenharia

Tenho sido um crítico ferrenho da euforia que tomou conta de muita gente tendo em vista o crescimento da importância produção de petróleo no Rio de Janeiro. Falei disso em minha coluna de Época inititulada: Ter Petróleo É Uma Maldição.

Pois bem! Mais e mais pessoas estão se dando conta que podemos estar embarcando em uma canoa furada, trocando um futuro fundado na inovação e na criatividade pelo extrativismo que condena uma sociedade inteira ao passado. A pior coisa que pode suceder ao Rio de Janeiro é mirar-se em exemplos como o Texas e o Alaska.

Se você está no Rio, na quarta-feira, 25 de abril, apareça para ouvir Marcelo Henriques de Brito, Adm. e Eng., Ph.D falar sobre MAIOR EXPLORAÇÃO DE RECURSOS NATURAIS CAUSA DESINDUSTRIALIZAÇÃO? O CASO HOLANDÊS.Será um evento franqueado ao público no Clube de Engenharia, às 18:00h.

Nessa apresentação, o Marcelo Brito estará objetivando:
· expor a chamada "dutch disease" (doença holandesa), que designa uma desindustrialização supostamente devida à expansão de atividades extrativistas e ao aumento de importações, após valorização cambial decorrente de uma maior exportação de recursos naturais (gás, no caso da Holanda na década de 1960)
· comentar como a entrada abrupta de divisas pode prejudicar uma economia e o que pode ser feito
· discutir causas e conseqüências de crise e prosperidade de países e regiões.

O endereço é: Av. Rio Branco 124, 22 andar – Centro, próximo a estação de metrô Carioca.

Escrito por Ricardo Neves

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